domingo, 8 de julho de 2018

Pastor nas Escrituras


Pastor nas Escrituras

Meditando a noite me encontrei com a seguinte indagação: o que é um pastor? O que um pastor faz? Geralmente, temos repostas parecidas para essas questões e assim também quero compartilhar minha medida com você, porém, não encare como uma verdade absoluta, pois medidas se referem a pontos de vistas de ângulos diferentes e é preciso vários deles para definir uma situação.
Geralmente um pastor (de uma ‘igreja’) denominacional, religiosa ou afim refere-se a um tipo de líder, em sua maioria, alcança esse posto porque é formado em teologia, consequentemente segue essa carreira proposta no local onde congrega ou porque tem carisma, domínio da ‘palavra’, etc. ou porque a comunidade o elegeu assim, porque esse é apto para “conduzir” o povo de Deus. Essa descrição é a melhor que consegui extrair de um acervo religioso (meu mesmo), que por sinal é bem pobre.
Na meditação já tinha aquela passagem de Hebreus que diz: lembrai-vos dos vossos guias... mais ou menos isso. e achei interessante a colocação dessa passagem que diz “lembrai-vos”, “guias”. Mas porque “lembrai-vos”. Com certeza o mundo acadêmico teológico deve ter sua explicação para isso. Mas as meditações quando vem repentinamente independe o conhecimento teológico, principalmente algo revelado pelo Espirito. Mas já aviso o que estou compartilhando aqui, não quer dizer que seja revelado pelo Espirito de Deus, mas é uma meditação, que é você medir, refletir, comparar, na minha opinião. Mas a meditação você não a mede uma vez só. Apenas enfatizo que é assunto para se discutir dentro das medidas e experiências de cada irmão na igreja.
A meditação ocorreu assim: o que é um pastor dentro da concepção religiosa? A resposta, mais provável, foi aquela acima interpretada pelo conhecimento que tenho a respeito. Outra indagação foi sobre a passagem de Hebreus que acabei de citar: por que lembrar dos guias? Por acaso, já não estamos mais com eles e por isso devemos lembrar? Essa foi a base da meditação.
Agora, chega de protelar. Por causa disso comecei a meditar sobre o que é um guia. O guia baseado somente em meu conhecimento, ou seja, sem nenhuma pesquisa feita na internet ou qualquer consulta externa, enfim, geralmente é aquele que tem o conhecimento inicial mais aprofundado de certo assunto ou experiência em alguma área ao qual muito pode ajudar quem está iniciando no mesmo assunto ou área.
Suponhamos uma floresta densa onde temos uma pessoa que se encontra perdida. Ela está perdida porque não sabe como sair desse local, pois a mesma não conhece a região e digamos que não tem nenhuma orientação de sobrevivência. Agora suponhamos que, por coincidência, a mesma encontre uma outra pessoa na floresta e esta pessoa caminha de forma a saber para onde está indo. Esta mesma percebe que a outra está perdida e a conduz até o caminho mais próximo para que ela consiga, tanto sair da floresta, como encontrar o lugar para onde deseja ir. Logo depois de encontrarem o caminho, aquele guia explica para onde o caminho leva e instruindo de forma que ela consiga informações necessárias para que possa encontrar ajuda específica, abrigo, socorro, etc. Em contrapartida, a outra pessoa que serviu de guia segue o seu caminho, o qual estava traçando desde o início da história.
Mais ou menos essa é uma definição genérica de um guia, na minha concepção.
Na meditação, buscamos relacionar as imagens ou os pensamentos que estamos visualizando. Pensando ainda sobre o guia, percebi algo semelhante a essa estória. Essa estória, para melhor descrevê-la, está em Atos.
Lembra quando Filipe, conduzido pelo Espírito, se aproximou de uma carruagem e eis que um eunuco etíope encontrava-se lendo a passagem de Isaias 53? Quando falava que o messias sofreria e que pelas suas feridas seriamos sarados? Leia essa passagem para se inteirar mais. Atos 8:26-40
Naquela ocasião, Filipe serviu de guia para o etíope que, inspirado pelo Espirito, lhe explanou melhor sobre o significado daquela passagem das escrituras e aproveitando lhe anunciou o evangelho. Ele creu, foi batizado e logo quando percebeu, Filipe foi arrebatado.
O mais interessante desse caso em Atos é que ninguém consegue explicar o porquê, nessa história, Filipe não é mantido para falar ou conduzi-lo a uma igreja mais próxima, indicar um pastor, um apóstolo, uma religião, etc.
Sabe porquê? Pois bem, atualmente quando alguém (na maioria das vezes, pois nem sempre é assim) prega para outra, já prega no intuito de que a mesma frequente a sua repartição religiosa ou até se converta à mesma e assim por diante. Isso ainda não é ruim, desde que Cristo seja pregado, quer por inveja, por amor..., mas, o mais importante é isso mesmo, a intenção. Qual a sua intenção ao pregar o evangelho? Arrebanhar seguidores para você ou para Deus?
Atualmente como compreendo tudo isso é que temos muitos (nem todos) pastores hoje preocupados em ter ovelhas para sí ou para a denominação, uma forma de status. Em outras palavras, seguidores que possam estar com ele, na “igreja” dele, louvando as músicas dele, ouvindo as palavras dele, etc. Não digo que é o pastor ou qualquer outro que impõe isso às pessoas. Conforme relata as escrituras, as pessoas é que amontoam para si doutores conforme seus próprios desejos. 2ª Timótio 4:3-5
Aí eu digo novamente: lembrai-vos de Filipe quando pregou ao Eunuco na forma que a sua única preocupação é que ele ouvisse e cresse e depois disso nada mais foi necessário (acredito que aquela passagem de hebreus pode ter base nesse exemplo de Felipe e o eunuco). Nada mais foi necessário! Será que Deus desamparou o eunuco depois disso? Creio que não. Para mostrar isso podemos meditar as escrituras a respeito de que Deus providencia tudo para nós. Caso isso ainda não seja suficiente, tenha fé e creia, pois, o Senhor pode todas as coisas e Nele tudo podemos (mas relativo a isso, lembre-se também, nem tudo nos convém).
Em João 6:45, Jesus explica que todos serão ensinados por Deus (e isso já estava escrito nos profetas). Ele continua dizendo que aquele que do Pai ouviu e aprendeu vai a ELE (Jesus, o Senhor!). Mas, suponhamos que alguém se encontre com falta de sabedoria, a quem ele vai pedir? Peça a Deus (Tiago 1:5) mas tem que pedir com fé. se é que esse Deus a quem você ora é o mesmo Deus de Salomão, pois ele pediu sabedoria para guiar o povo de Israel e Deus lhe concedeu. 2ª Crônicas 1:7-12
Outra passagem preciosa é de Paulo ao escrever aos Gálatas sobre o evangelho de Cristo, ele não aprendeu e nem ouviu de homem algum (Gál 1:11-12). De quem será que ele aprendeu então? Pesquisa lá nas escrituras.
Estamos em um mundo atolados de procedimentos que, não posso dizer que são religiosos, misturaram coisas do mundo com as coisas de Deus. São tipos de práticas que deixam as verdadeiras raízes teológicas e fundamentos religiosos com fins de exaltar o próprio homem e não de glorificar a Deus e a Jesus Cristo.
Fique claro que, nessa mensagem, não pretendo ridicularizar as igrejas e nem estabelecimentos religiosos com algum fim de agredir seus princípios de forma geral. Mas achei necessário o texto devido “alguns infiltrados” que corrompem a imagem de todas as demais por causa de práticas duvidosas e, principalmente, com práticas que não condizem com as escrituras no intuito de glorificar à Deus. Nesse caso trouxe a imagem do pastor porque, geralmente, por ele que são introduzidas as práticas, tanto as tradicionais religiosas que visam atender as escrituras com o intuito de conduzir as pessoas à Cristo e ao conhecimento das coisas de Deus, por aqueles que servem apenas com esse fim, porém existem também aqueles que se aproveitam da posição que ostentam para introduzir outras práticas que não agradam à Deus.
O mundo ainda pensa que Deus escreve certo por linhas tortas. Mas creio que Ele escreve certo por linhas retas, nós é que enxergamos torto. Em outras palavras: o homem que deturpa e distorce as palavras de Deus.
Para finalizar, a pessoa de um pastor, acredito eu, é muito importante na vida daquele que está iniciando a caminhada em Cristo. Mas não creio que qualquer pessoa seja totalmente dependente do pastor, em tudo. Por um certo período, o pastor pode conduzi-lo até que ganhe maturidade espiritual para que consiga caminhar com as próprias pernas e assim se tornar apta a conduzir outras pessoas à Cristo também.
Acredito que todos devemos ter essa percepção para que todos possamos crescer e chegar ao pleno conhecimento da graça de Deus, assim como a criança que era conduzida pelos pais e depois que se tornou adulta, passou a conduzir a própria vida. Efésios 4:13



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